segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Currículo, Projetos e Tecnologias.


Programa de Formação Continuada em Tecnologia na Educação: ensinando e aprendendo com as TIC – 100h

UNIDADE 3

Currículo, Projetos e Tecnologias.


Aluno (a): MATILDE NANTES COELHO
Tutor: Alisandra
Turma: 1
Campo Grande MS, 30/08/ 2011.


Atividade 3.5

Conceito de Currículo

Em sentido mais amplo, o currículo é um conjunto de conhecimentos construídos ao longo da história da humanidade, constituindo de saberes individuais e coletivos necessários à sobrevivência em sociedade.
A noção de currículo, geralmente, está associada à questão escolar, mas, não se pode deixar de considerar que sua construção passa pelas experiências vividas pelo indivíduo desde seu nascimento. Assim, não é algo estanque, nem acabado; está sempre em construção, a partir de vivências históricas, econômicas e culturais. Dessa forma a noção de que é algo fechado, delimitado, formal, e demais estigmas que o termo carrega, cai por terra, pois, sendo construção social, está sempre em movimento, como é a sociedade e a ciência.
De acordo com Victoria Maria Brant Ribeiro, professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal Fluminense (UFF), desde o aparecimento do termo currículo na linguagem pedagógica brasileira, existe nele latente a possibilidade de construção do conhecimento, apesar das diferentes concepções e interpretações que ele assumiu quanto ao seu emprego. Desde um conjunto de disciplinas que compõem um curso, passando por um conjunto de atividades que a escola planeja para o aluno, até um processo social responsável pela produção de conhecimento entre o sujeito individual e o sujeito coletivo — para citar os conceitos que mais marcaram a sua história — em todos eles sempre esteve contida a possibilidade de se construir o conhecimento.
Ao se pensar o currículo escolar há que se levar em conta não apenas o que será ensinado e o “como” deve ser ensinado, mas principalmente “por que” será ensinado, bem como por que se optou por tal conhecimento e não outros e quais interesses permearam tal escolha. Assim, quando faço opção pelo ensino da língua, partindo das construções de meu aluno para chegar à norma culta, por exemplo, estou fazendo uma opção que, de forma alguma é neutra, pois nessa escolha está subjacente minha ideologia, minha posição diante do mundo e meu modo de intervir na realidade da qual faço parte.

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